|
Se
você tivesse a oportunidade de, em algum momento de sua vida,
ter um desejo realizado a partir de um pedido que você pudesse
fazer. Um pedido somente. O que você pediria?
Em Pedra-Luz, os moradores
ansiavam encontrar uma jóia rara que acreditava-se estar escondida
na ilha e que havia sido roubada dos piratas mercenários na virada
do século XIX. Cercada de inúmeras lendas e mistérios,
dizia-se que tal jóia era capaz de realizar os desejos mais secretos
das pessoas.
Naquela fatídica terça-feira do ano de 1995, ao desembarcar
as mercadorias para os comerciantes locais, o encarregado da Central
Foods encontrou a ilha completamente deserta. E o que era mais intrigante:
todos os pertences pessoais dos moradores haviam sido deixados para
trás, como se todos eles tivessem tido uma pressa enorme e incondicional:
ninguém fez as malas. Ninguém levou nada. Um carro ainda
com o motor ligado, funcionando sozinho na beira da estrada. A comida
queimando no fogão em uma das casas. A TV ligada que transmitia
apenas uma enigmática tela azul.
Para onde teriam ido os 207 moradores que faziam de Pedra-Luz a sua
morada permanente?
Sua salvação dependia de uma força maior que parecia
inexistir em suas vidas, acostumados há tantos anos ao conforto
de seus mundos privados. E também da descoberta de um segredo
familiar guardado a sete chaves, envolto num temor ancestral pelo que
poderia acontecer se fosse novamente revelado. Um mistério que
remontava aos primórdios de Pedra-Luz. Um perigo arrebatador
tão antigo quanto a própria alma dos homens.
|