SAIBA TUDO SOBRE OS DIAMANTES

7. DIAMANTES DE SANGUE (Blood Diamonds)

Diamantes são as pedras preciosas mais desejadas, e isso é testemunhado pela procura extremamente alta.

Entretanto, toda essa beleza pode acarretar um preço alto demais para se pagar. E não estamos falando apenas de questões financeiras.

A maior parte dos diamantes extraídos de regiões de conflito, garimpados ilegalmente, são vendidos com o único objetivo de arrecadar dinheiro para grupos terroristas ou paramilitares rebeldes. Esses grupos ganham o dinheiro de que precisam para adquirir armas forçando homens, mulheres e crianças a garimpar diamantes. Quem quer que venha a protestar é executado diante dos olhos dos outros, ou sofre a ameaça de ter um membro amputado.

A maior parte dos diamantes de regiões em conflito vem de Angola, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Libéria e Serra Leoa. Se você não for cauteloso ao comprar, podeestar adquirindo uma dessas pedras.

Os diamantes de regiões de conflito são introduzidos por contrabando no fluxo do comércio legítimo de pedras. As Nações Unidas (ONU), o Conflict-Free Diamond Council e outros grupos estão trabalhando para promover melhor regulamentação, de forma a evitar que os diamantes de regiões em conflito cheguem ao mercado. Esses grupos instituíram o Processo de Kimberley, que monitora e certifica a procedência dos diamantes em cada estágio do seu processo de produção. Devido ao Processo de Kimberley, a ONU estima que 99,8% dos diamantes disponíveis hoje no mercado não provenham de zonas de conflito. Antes de adquirir um diamante, você pode solicitar a apresentação do certificado que prova que ele não provém de uma região de conflito - no futuro, a ONU vai exigir também que eles contenham gravações a laser e assinaturas ópticas, e que sejam integralmente produzidos em um só país.

Os diamantes de zonas de conflito não são a única controvérsia que macula a imagem do comércio da pedra: questões de direitos humanos e dos animais também são freqüentes na Índia bem como em certos países da África. Nos países africanos, as mineradoras usam crianças para garimpar espaços subterrâneos apertados nos quais adultos não cabem, ainda que o trabalho infantil seja ilegal. As cidades mineiras desses países africanos também sofrem incidência ampliada de homicídio e HIV, como resultado de invasões e do comércio sexual. Na Índia, crianças cuidam das menores pedras, porque têm vista melhor e dedos menores, mais apropriados para dar forma às minúsculas facetas. Desgaste severo da visão, lesões por movimentos repetitivos e infecções pulmonares causadas pela aspiração de diamantes são apenas alguns dos problemas que afligem esses trabalhadores.

 

 

The Kimberly Process Certification Scheme (KPCS)

Cartaz divulgado pelo Processo Kimberley, em 2003.

O Processo Kimberley é uma iniciativa de vários países envolvendo pessoas, governos e a indústria do diamante, craida para impedir a comercialização de diamantes advindos de regiões de conflito.

 

   

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